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Programa Soja Livre colhe resultados positivos

March 16, 2012 Thumbnail

 

O dia de campo do Programa Soja Livre movimentou o campus do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) em Ariquemes, na quinta-feira (15), na unidade demonstrativa (UD) do Programa, encerrando a 1ª temporada do evento "No Campo com a Soja Livre - 2012".

O sojicultor Osvaldo Nicoleti Júnior, de Itapuã D' Oeste, se deslocou até Ariquemes para conhecer as cultivares apresentadas pela Embrapa. "Planto soja convencional desde 2005 em Rondônia e estou em busca de variedades que sejam mais produtivas e que se adaptem melhor ao meu terreno. Vejo que aqui já tenho opções que, graças a esse dia de campo, pude conhecer", conta o produtor. "A soja em Rondônia ainda é novidade e acredito que tem um futuro promissor para o desenvolvimento do estado", completa.

Já o senhor Gilmar Menegat chegou à Ariquemes há menos de um ano para cultivar a soja, como fazia no Paraná. "Preciso conhecer as cultivares mais recomendadas para minha região. Vim para Rondônia porque aqui possui áreas novas para a agricultura e acredito que com a soja terei possibilidade de crescer e, com certeza, trarei minha família para cá", comenta Gilmar.

O professor do Ifro, Luciano Venturoso, explica que os estudantes do Instituto conduzem a lavoura de soja na UD, com o manejo do solo, a semeadura e a colheita, processos realizados dentro dos padrões exigidos pela Embrapa. "Essa parceria com a Embrapa viabiliza nosso trabalho de ensino/aprendizagem na formação de técnicos preparados para atender as demandas da agropecuária de Rondônia", relata o professor.

Os 135 participantes do evento em Ariquemes conheceram o Programa Soja Livre, que foi apresentado pelo pesquisador e chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Rondônia, Samuel Oliveira; puderam ver de perto as 17 cultivares desenvolvidas pela Embrapa e apresentadas com detalhes pelo engenheiro agrônomo da Embrapa Rondônia, Frederico Botelho; além de terem acesso às informações sobre a safra da soja, os mercados para a soja convencional e o potencial de Rondônia para atender este mercado, repassadas pelo pesquisador da Embrapa Rondônia, Vicente Godinho.

Resultados, mercado e potencial da soja livre em Rondônia

Cerca de 600 produtores, técnicos e estudantes compareceram aos cinco dias de campo do Programa, realizados em Vilhena, Porto Velho, Castanheiras, Cerejeiras e Ariquemes. Durante os eventos conheceram as 18 cultivares de soja livre (não geneticamente modificada, ou convencional) desenvolvidas pela Embrapa como parte de uma proposta de produção sustentável e economicamente viável para Rondônia.

Segundo o engenheiro agrônomo Frederico Botelho, os dias de campo realizados pelo Programa mostram o potencial das cultivares desenvolvidas pela Embrapa. "O Programa oferece ao produtor a possibilidade de diversificar sua produção, buscando maior produtividade, na medida em que tem à sua disposição variedades avaliadas pela Embrapa para a região. Na próxima safra os produtores de Rondônia já terão opções para fazer a melhor escolha", argumenta.

O pesquisador Samuel Oliveira ressalta a importância deste Programa em Rondônia. “O Programa Soja Livre e seus dias de campo foram um sucesso, superando as expectativas. A Embrapa se antecipou, trazendo tecnologia da soja para o estado, onde os produtores ainda estão iniciando nesta cultura. Chegamos na hora certa, oferecendo aos produtores opções de escolha”, enfatiza.

O pesquisador Vicente Godinho destaca o mercado aberto para a soja livre. "Existem mercados exigentes, como o asiático e europeu, que estão comprando e pagando até mais pela soja convencional e Rondônia tem grande potencial para atender esse nicho, uma oportunidade vantajosa", reforça Godinho.

A soja e a fixação biológica do nitrogênio

De acordo com o pesquisador Samuel Oliveira o Programa e os dias de campo demonstram que a Embrapa é capaz de conciliar a recuperação de áreas degradadas e a geração de emprego e renda com práticas ambientais. É o caso da tecnologia agroecológica desenvolvida pela Embrapa para a fixação biológica do nitrogênio, através do "rizóbio", presente em nódulos na raiz da soja. "A proposta do Programa Soja Livre é produzir mais em menor área, recuperando áreas degradadas e diminuindo a pressão sobre a floresta", resume o pesquisador.

Na soja, ocorre uma simbiose com bactérias de espéciesBradyrhizombium japonicum e Bradyrhizobium elkanii (chamadas de “rizóbio”) que são capazes de formar nódulos nas raízes, onde captam o nitrogênio atmosférico (N²), que também ocupa os espaços porosos do solo e que, após a sua redução em formas assimiláveis, poderão ser utilizados pela planta. Em troca, a planta fornece à bactéria energia obtida através da fotossíntese. Assim, forma-se uma perfeita associação, sendo planta e bactéria mutuamente favorecidas.

 

Fonte: Embrapa

Disponível em: http://www.embrapa.br/imprensa/noticias/2012/marco/3a-semana/programa-soja-livre-colhe-resultados-positivos/image/image_view_fullscreen

 

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